Tathiana Pedroso's Blog

pensamentos, educação e arte

Mosaicos Pq. Fernanda 30 de abril de 2013

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 19:18
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No ano de 2012 tive a felicidade de ser encontrada e apresentada para um grupo muito interessante de mulheres do Parque Fernanda, Capão Redondo. A proposta era trabalhar com esse grupo por 6 meses, mas com problemas financeiros por causa das eleições, consegui apenas dois meses de encontros.

O objetivo inicial era juntar as mulheres da região e proporcionar o conhecimento de algo novo para elas trabalharem em casa enquanto cuidavam de seus filhos. Mas ao chegar no lugar e conhecer o espaço, as alunas e o líder comunitário pensei maior: e se conseguisse montar uma cooperativa de mosaicos? Durante todo o encontro eu não deixei de compartilhar essa vontade e deixar claro para as menias que poderia dar certo sim!, era só trabalhar para que isso acontecesse. 

 

 

O encontro ocorria em todas as manhãs de quinta feira por quatro horas. O primeiro passo foi conhecer o material: ferramentas, acessórios e azulejos. Depois de algumas técnicas partimos para a prática! E as meninas arrasaram… Como acabou a história? Não acabou. Uma das alunas, Gisele Roecker, tomou frente da turma e continuaram na criação! Parabéns, meninas. Trabalho lindo e obrigada pela parceria.

Alguns processos:

 

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Filed under: Arte educação,histórias,Pensamentos... — tathianacores @ 14:35
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imagination

Quem conta um conto, respira um ponto

Regina Machado

A arte de contar histórias é uma paisagem com rios, colinas, vales e tesouros embaixo de árvores. Quero falar de um aspecto dessa paisagem que tem a ver com o que acontece muitas vezes quando converso com professores. Alguém me diz: – “Não sei contar histórias, por causa da minha timidez”. Ou: – “É só abrir um livro e ir contando”. Penso que essas falas não têm sentido. Qualquer pessoa pode descobrir um jeito de narrar, vivo e verdadeiro, se passear pela paisagem de uma história. As crianças perguntam ou fazem comentários? É seu modo de participar, não são interrupções. Faz parte da arte da narração saber acolher sua fala “sem perder o fio da meada”. Esse fio é a respiração do conto que nos guia até o fim. E como terminar? Existem muitos finais na tradição popular, é só procurar nos livros dos folcloristas brasileiros. “O que era de vidro quebrou-se, o que era de papel molhou-se, entrou por uma porta, saiu pela outra, o rei meu senhor que lhe conte outra”. E outros que podemos inventar, com estribilhos, um livro que se fecha lentamente, uma pergunta no ar, uma dança que fazemos juntos. É como se guardássemos aquele momento precioso de um modo especial, recolhendo as palavras que acabamos de pronunciar. Para que as crianças saibam que de novo podemos abri-lo, curiosos: que paisagem vamos visitar na próxima história? Assim cultivamos o maior de todos os segredos, um tesouro escondido nas profundezas da paisagem dos contos: quando percorremos uma boa história, passeamos pelos tesouros da nossa paisagem interior. Então ouviremos, caminhando pela história adentro, a nossa verdadeira voz. Mais do que nunca, hoje em dia, precisamos de vozes verdadeiras, que entoem para nossas crianças a cadência universal dos contos tradicionais, sábio sonho de um mundo melhor.

Regina Machado é Professora Doutora da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo)

 

No meio ambiente 4 de abril de 2013

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 18:59
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Sabe aquele sábado de manhã que você acorda com vontade de fazer uma coisa diferente?

As crianças do bairro Dos Casas, em São Bernardo do Campo,  acordaram para um dia de comemoração. Comemorar o novo espaço que agora elas habitam.

E ficou bem bonito. Olhem só:

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Nesse dia minha ação foi bem gostosa. Como o tema do encontro era meio ambiente contei a história da CIDADE QUE NÃO TINHA COR e  engatamos na oficina de reciclagem. Pegamos todos os materiais descartáveis que encontramos e transformamos em lindos vasos. No final colocamos terra e plantamos girassóis!

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DISLEXIA 2 18 de fevereiro de 2013

Filed under: Arte educação,Pensamentos... — tathianacores @ 23:43
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 Ontem mesmo assisti ao filme Taare Zameen Par, no brasil chamado como ” Somos todos diferentes” ou “Como estrelas na Terra”, do diretor Aamir Khan. Um lindo filme indiano que retrata a luta de um menino de 9 anos com dislexia. 

O meu mais novo filme da “minha vida”. Chorei pelo sofrimento do pequeno Ishaan e pela garra do professor que detectou a dislexia e propôs uma inclusão na escola normal.

Abaixo está um vídeo que resume bem o filme. Professores, Assistam e ação….

+ Visite o site: http://www.taarezameenpar.com/

 

DISLEXIA

Filed under: Pensamentos... — tathianacores @ 0:44
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Quando eu estava na sétima série minha professora de PORTUGUÊS me chamou na sala dos professores para uma CONVERSA. Fiquei arrepiada porque sabia que essa matéria nunca foi a mais fácil para mim. Entrei na sala e lá estava a PROFESSORA com seu olhar superior embaixo de um cabelo vermelho. Ela estava com a minha REDAÇÃO na mão.  A conversa foi rápida e traumática. Ela havia me chamado para falar que eu era disléxica. Não sei se ela percebeu minha cara de PAVOR, meus olhos arregalados e paralisados em seus olhos que me encaravam.  Sim, a professora acabava de me dizer que minhas notas baixas eram por causa da tal DISLEXIA! O meu mundo no português havia se desmoronado…

 Mas o que é dislexia? Ela NÃO me explicou nada, nem chamou a minha mãe e nem me ENCAMINHOU para um profissional.

Segui minha vida no português com o PESO da tal dislexia. Eu era ruim na minha própria língua porque eu tinha uma doença… Cheguei a falar com a minha MÃE sobre isso, mas ela nunca havia escutado tal coisa e me deu um conselho: para de BRINCADEIRAS e estuda! Mas acabou me colocando em aulas particulares.

Depois desse diagnóstico NUNCA MAIS ESCREVI. Em algumas provas nem fazia a redação ou fazia de qualquer jeito para acabar logo com a tortura. Sempre escutava que a redação contava muitos pontos para entrar em uma UNIVERSIDADE pública, então já havia dentro de mim que eu deveria trabalhar muito para pagar meus estudos.

Não escrevia mais CARTAS para as amigas. Não escrevia mais no diário. Não escrevia nem bilhetinhos… Eu era doente!!

Entrei na faculdade com 24 ANOS, quando eu já estava ganhando bem e poderia PAGAR o curso. Foi quando a ideia de eu “ser” disléxica voltou a me ATORMENTAR. Mas acabei encontrando PROFESSORES incríveis que me mostraram técnicas e formas de escrever. Pesquisei sobre a DISLEXIA e vi que não era nada grave o que eu tinha, era só reler e reler o que eu havia escrito. VOLTEI a escrever. Como eu estava há tempos parada precisei de ajuda. Eu escrevia e mostrava para meu companheiro da época que me ajudava nas CORREÇÕES dos textos me explicando cada coisinha…  Outra técnica que me ajudou muito no reconhecimento da minha escrita foi a “ESCRITA CORRIDA” (já falei dela nesse post).

 Foi um trabalho duro até eu conseguir AUTONOMIA para voltar a escrever. Mas a recompensa um dia chegou!  A professora de voz pediu um TRABALHO de final de ano escrito.  Fiz a escrita corrida e depois organizei os escritos.  Ao entregar os trabalhos ela DISSERTOU sobre uma pessoa que havia feito o melhor trabalho que ela já havia recebido. Um trabalho muito bem escrito e com opiniões bem estruturadas. SIM! Era o meu trabalho. Nesse dia eu CHOREI. Havia ganhado uma GUERRA!

POR QUE eu escrevi esse texto? Porque eu estava escrevendo um texto sobre mosaico e TRAVEI na palavra AZULEJO. Não saía. Não por ignorância, trabalho com isso e essa palavra está no meu dicionário DIÁRIO. Mas é por causa dessa tal dislexia. A minha é leve e aprendi a perceber quando ela aparece. Principalmente em palavras que tenham o J e o S (hoje percebi que J com Z também atrapalha meu tico e teco). 

Fala para eu escrever JOSÉ! É um martírio! Sempre sai SOJÉ! E hoje azulejo saiu: AJULESO. Percebi que havia algo errado, mas demorou uns bons minutos para eu descobrir…

 

Para mais informações sobre dislexia:  http://www.dislexia.com.br/

 

Ensaiando… 21 de setembro de 2012

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 0:17
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Nas aulas de teatro estamos ensainado a todo vapor!

Nossa peça, “Portais”, foi escrito por Vladmir Capella em cima das improvisações de cenas propostas pelos alunos no primeiro semestre. Jogamos, improvisamos, criamos muito e quando percebemos todas as turmas tinham um tema comum: o portal!

Portal é uma passagem que possibilita o caminho do mundo real para um mundo de outras dimensões. Algumas cenas me marcaram pela sua contemporaneidade. Em uma delas o mundo real era de funk, drogas, brigas, bandidos e policiais. Quando a polícia chega nessa comunidade há troca de tiros e todos correm para encontrar um abrigo. Esse abrigo é um bueiro-portal onde a outra dimensão encontrada é um mundo de doces e brincadeiras infantis.

Onde estão os sonhos das nossas crianças?

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julho com Manoel no SESC 11 de setembro de 2012

Filed under: histórias — tathianacores @ 20:31
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Julho foi bem gostosinho com Manoel de Barros e as Passarím no SESC Pompeia