Tathiana Pedroso's Blog

pensamentos, educação e arte

Atentar o olhar o_0 21 de maio de 2013

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 19:41
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No mês de Abril eu estava no Jardim Zaíra, Mauá. Um lugar bem interessante, cheio de ladeiras e meninos criativos. Pela Estática Engenharia e a Foz do Brasil fui convidada para ministrar um projeto sobre esgoto e arte.  Tudo isso com jovens multiplicadores da Associação Estrela Azul.

Parti para a pesquisa do tema e encontrei os trabalhos do Zezão, um grafiteiro que utiliza as galeiras de esgoto como espaço de trabalho (http://www.flickr.com/photos/zezao/) e do coletivo 6eMeia que fazem intervenções artísticas nas bocas de esgoto da cidade (http://www.6emeia.com/). Também descobri que no Japão muitas bocas de lobo são trabalhadas com imagens para, justamente, atentar a população para a questão do esgotamento. Em cima disso o projeto foi criado:

ATENTAR O OLHAR DA POPULAÇÃO PARA O ESGOTO ATRAVÉS DA ARTE.  Com o objetivo de chamar a atenção do olhar de cada um para os esgotos do bairro.

Depois de trocas sobre o que seria arte e do processo de criação, cada grupo produziu um projeto sobre suas intervenções artísticas. Três ações foram realizadas. Vejam como ficaram lindas!

Processo Mundos

Processo Bichos escrotos

Processo Pac Man

 

No meio ambiente 4 de abril de 2013

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 18:59
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Sabe aquele sábado de manhã que você acorda com vontade de fazer uma coisa diferente?

As crianças do bairro Dos Casas, em São Bernardo do Campo,  acordaram para um dia de comemoração. Comemorar o novo espaço que agora elas habitam.

E ficou bem bonito. Olhem só:

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Nesse dia minha ação foi bem gostosa. Como o tema do encontro era meio ambiente contei a história da CIDADE QUE NÃO TINHA COR e  engatamos na oficina de reciclagem. Pegamos todos os materiais descartáveis que encontramos e transformamos em lindos vasos. No final colocamos terra e plantamos girassóis!

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ser ou não ser? 17 de março de 2012

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 16:00
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       Acho lindo quando alguém fala que queria ser o que é hoje desde criança! Parei para pensar o que eu queria ser, mais uma vez (já fiz um post sobre meus quereres infantil, aqui!)!

      Morava com meus pais e irmãos em uma casa grande quando pequena. O quintal era enorme, praticamente do tamanho da casa! Nele chegamos a ter um saguí (meu pai era louco!), pássaros e vários cachorros! Eu e meus irmãos fazíamos a casa do cachorro a nossa, do jardim a nossa floresta e todo o espaço acimentado de nossa pista de corrida de velotrol. Em um belo dia minha mãe resolveu fazer um galpão para trabalhar. Durante um bom tempo as máquinas de costura tomaram conta do lugar. Não deixei o espaço. Ficava entre as máquinas querendo percorrer as linhas para seguir o seu destino. Queria costurar – fazer roupas para mim, para as bonecas, para o mundo! Mas só me deixavam experimentar retalhos nas linhas da máquina. Queria aprender e acabei não aprendendo como gostaria. Depois a oficina mudou de endereço. O galpão ficou vazio – prato cheio para a imaginação. Lugar  para guardar o não uso!

      Não sei como, mas apareceram cadeiras e mesas de escola. Logo, eu e meu irmão, fizemos do galpão nosso lugar de fazer lição de casa! Troquei a linda escrivaninha do meu quarto, a mesa da sala, pelo galpão! Apareceu até uma lousa enorme de giz! Dai começou a grande aventura de ser professora… Amigas ou primas em casa: brincar de escolinha. Se não tivesse, tudo bem, eu pegava meu irmão pra assistir as aulas,  fazer lição para eu corrigir e escrever bilhetes de parabéns!

     Quando cresci mais um pouquinho…Assim, um pouco menor do que hoje, me vi dentro de uma sala de aula! Não era como quando criança. Afinal, aulas de artes não tinham a mesma rotina de como eu brincava! Mas a paixão da brincadeira era a mesma! 

     Ontem foi a última aula de uma turma que acompanhei por quase oito meses no curso profissionalizante. Olhava para eles com o coração de amor. Como coração de uma mãe que deixará os filhos seguirem suas vidas sozinhos. Um grande passo para o caminho deles… Mas o coração aperta pensando se terão o melhor caminho possível que poderão conquistar! Apesar de não ser mãe, acredito que é um sentimento muito próximo de uma mãe quando o filho sai de casa, mas o de mãe é multiplicado por 3!

     Meu coração se enche de amor com cada lágrima, com cada palavra de carinho, com cada gesto! Amo muito meus pintinhos!! Sorte à todos!

     Um em especial me encheu os olhos. Um grande dançarino, um grande coração! Ao falar para ele: “vai fazer a sua arte e arrebenta! Não desiste, vai em frente!”, não aguentou segurar as lágrimas. Lágrimas de mais um artista no mundo!

      Quer mais? Brincadeira de criança é bom demais! Eu sou uma eterna brincante do mundo…Evoré!

LungTa feito pelos alunos com palavras do bem para o mundo!

 

diários… 24 de setembro de 2011

      Nesses últimos três anos redescobri a importância de ter um diário.

    Diário é seu maior expositor dos pensamentos. Somente por registrar uma palavra, um desenho, ou rabisco, me parece que o inconsciênte torna-se consciênte! Trazer para a consciência questões que estão lá no quentinho, só esquentando seu corpo, é essencial para o caminho da vida! Sem contar que o diário é seu melhor amigo. Sabe de tudo! Timtim por timtim dos seus segredos, vontades e inquietações… Mesmo com o perigo de alguém pegar, ler e desvendar tudinho, não tem problema! Criamos códigos, línguas que só nós entendemos, não é mesmo?

     No primeiro post desse blog escrevi o poema Guardar de Antônio Cícero para ilustrar a função desse blog. Hoje vejo que sua função se concretizou! Guardo meus pensamentos e trabalhos com meus alunos e minhas histórias contadas e inventadas pelo mundo. Sua função é guardar os registros de uma história de amor e paixão pelo que faço e me lembrar desse amor avassalador…Isso é bom!!!

    Achei um vídeo do poema com a voz do autor. Agora vou ilustrar o que ilustrou! Também ouvir um poema com a voz do autor traz mais força para as palavras! 

     Em um dos cursos que eu ministro proponho um diário de bordo para os alunos. Um diário artístico! Apresentei todos os meus (o primeiro foi aos 12 anos) e também o diário de Frida Khalo. Li alguns acontecimentos da minha vida e conversamos muito sobre a importância do registro. Depois fizemos a capa com a nossa cara. A capa mais bonita de todas! Essa é a dica: escolher um caderno ou fazer uma capa para ele que nos apaixonaremos! Vai dar uma vontade danada de escrever nele toda vez, pode ter certeza!

     Alguns alunos me perguntaram se um diário tem que ser escrito todos os dias? Depende! Apesar do nome dizer que a escrita é diária, você pode estipular um dia da semana para ou até mesmo escrever quando precisar! Como o meu tempo é curto eu escrevo quando preciso! Quando o tempo era maior pra mim (estava na escola ainda) eu escrevia todos os dias. Eu tinha uma agenda da Pakalolo (uma marca em alta na época) que eu escrevia tudo o que tinha acontecido no dia e colava papel de bala que eu ganhava, bilhetinhos de amigos… Uma delícia! Encontem o seu tempo para a escrita e se divirta-se…

 

cores 12 de setembro de 2011

O que são cores primárias? Na escola, ainda no pré,

aprendi que eram: amarelo, azul e vermelho.

Durante a minha vida toda segui com essa ideia.

Na primeira aula de desenho na faculdade o tema

era cores primárias. E para meu espanto me deparo

com a cor magenta! Magenta? Cade o vermelho?

Magenta é um vermelho? Me senti enganada por toda minha vida.

Como uma professora fala pra alguém uma informação errônea?

Será culpa dos fabricantes de potes de tintas escolares que

não fazem o magenta, só o vermelho puro?

Coloquei no google e vi que muitos sites colocam as cores

primárias como aprendi. Procurando um pouco mais encontrei

um blog que enfoca a mesma questão e defende as cores primárias

como sendo o azul cian, amarelo limão e o vermelho magenta

(em determidada marca de tinta).

(http://artesarantes.com.br/dicas.php?id=100106044202&num=2)

Compartilho da vontade de especificarem qual vermelho, azul e amarelo

que são as cores primárias. Pode ser que no pré a criança não tenha a

bagagem para entender que as cores tem nome e sobrenome.

Mas no passar dos anos escolares, com mais maturidade, é necessário a realidade!

Sempre quando trabalho com cores primárias e secundárias com

meus alunos me espanto. 90% não sabem nem do vermelho, amarelo e azul

e os outros que sabem nunca ouviram falar no magenta (como eu um dia)!

Acredito como educadora que é necessário falar,

expor e ver as questões borbulhando nas cabecinhas de cada um.

Como um dia borbulhou em mim! Como é bom dar aula!

Uma vez a minha terapeuta me disse que me descobri no mundo

através das artes e é daí que vem a minha paixão por compartilhar essa sensação…

DELÍCIA!!!

 

 

exposição capacitação 42 6 de agosto de 2011

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 19:37
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(POR MOTIVOS INSTITUCIONAIS LOGO COLOCAREI OUTRO VÍDEO, EDITADO E BONITINHO. OBRIGADA)

 

Um trabalho bem realizado não é o esforço de uma só pessoa. Acredito no trabalho em grupo, na vivência de uma comunidade! Como educadora estou como fomentadora das vontades. Meu papel é aguçar a curiosidade e abrir o olhar de cada um para novas vivências… O aluno tem que estar aberto para receber essas informações e agir…Para crescer.

O educador sempre será um aluno. Nunca ninguém pode parar de estudar e de ter a vontade de conhecer…Somos agentes da descoberta, temos que ter forças para estimular e se abrir para cada aluno.

Acredito na educação da minha forma. Acredito que todos os dias que dou aula saio para uma guerra. Uma guerra contra o endurecimento e o emburrecimento das pessoas. Nosso sistema está caminhando cada vez mais para isso… E minha luta é pelos prazeres pessoais, pelas vontades pessoais dentro da consciência e valores pessoais.

Todo dia vou armada de flores para a sala de aula…

Agradeço aos alunos que entenderam que sou uma galinha e eles meus pintinhos, ao instituto profissionalizante BM&F pelo espaço e estrutura. À Marta, Ivete e todos que trabalham na BM&F por acreditarem no meu trabalho…

 

maquete… 10 de maio de 2011

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 22:56
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“Desenvolver uma maquete não é simplesmente juntar papelão com isopor e fazer as colagens. Fazer uma maquete vai além da imaginação, da criatividade e do simples ato do fazer.

A maquete representa harmonia, espírito de equipe, e um pouco sobre quem você realmente é, entretanto, mesmo sendo a pessoa mais indelicada que existe você não necessariamente precisa colocar a mão na massa, mas pode ajudar nas ideias, no desenvolvimento e deixar a sua marca, por menor que seja, ela vai será lembrada por muito tempo.

Aos alunos uma salva de palmas!”

Jhonathan da Cruz silva borges

Sala de trabalho de um casal de designer gráfico

Mais fotinhos: