Tathiana Pedroso's Blog

pensamentos, educação e arte

cada um é um… 29 de setembro de 2011

Educadores, vamos que vamos pensar, questionar e nunca parar!!!

Precisamos saber mais e mais. Precisamos entender que cada aluno é um!! Como podemos estimular os saberes pessoais?

Três coisas fomentaram esse post.

Uma é a entrevista do Criolo para a revista Trip de Setembro (Matéria aqui!) em queele fala muito sobre a educação no país. Estou admirando cada vez mais esse músico e “palavreiro”. Acabei de chegar do show dele com a sensação de que o mundo não está perdido em sonhos bobos. Temos Homens pensantes que nos mostram a pura realidade através da arte. O amor está no que ele faz e como ele faz! (Quem não conhece e quer conhecê-lo vale a pena:Escuta aqui e leia a reportagem). Uma clareza e uma paixão que me faz entender um pouco mais sobre nossa realidade. Na entrevista ele diz que não lê muito, não sabe tocar um instrumento, não é bom em matemática e não ia muito bem na escola. Mas na relação humana sempre foi ótimo, mas que isso não entra no currículo, não é mesmo?

A segunda questão veio de uma conversa com uma amiga. Ela me contou que seu filho não está querendo mais ir para a escola. Ele está no primeiro ano do ensino médio e já repetiu um ano por falta. Ela tenta de tudo (e ele também), mas a angústia dele por não ter nada que o agrade na instituição lhe traz dores no corpo, enjôo e náuseas. Prefere ficar em casa trabalhando com o que mais gosta: jogos de computador. O menino é gênio nisso, aos 16 anos já fez jogos e troca informações através de um blog com pessoas feras no assunto. Essa inteligência entra no currículo?

Sim, temos que questionar a máquina da educação. Mas a questão desse post está no foco do olhar do educador para cada ser que está em sua frente. As pessoas não são iguais e se fossem o mundo seria muito chato! Uma vez uma aluna de 13 anos escreveu sobre isso: “como eu iria falar dos meus sentimentos para outra pessoa se ela fosse igual a mim? Não teria graça porque ela sentiria a mesma coisa que eu!” Então por que tratar todos como se fossem o mesmo ser? Há quem goste de pintar, de matemática, de filosofia, música… Tudo bem! Vamos dar ferramentas para esses no caminho mais familiar para que ele construa seu percurso de pensamentos e nos faça ver coisas novas e produtivas!! Que fique claro que não digo que devemos dar somente filosofia para quem gosta de filosofia e deixar a matemática de lado porque ele não gosta! Falo de incentivar o ser para ver mais, sentir mais sobre o que lhe chega com mais amor e abertura!

Por fim, um exemplo bonito é esse vídeo que um amigo postou em uma rede social e veio ao encontro de todas essas questões. Todas conversaram dentro de mim de tal forma que necessitei, urgentemente, registrar esse pensamento…

Transformo uma frase da música do Criolo em pergunta:

O que te traz um gole de vida?