Tathiana Pedroso's Blog

pensamentos, educação e arte

30 de abril de 2013

Filed under: Arte educação,histórias,Pensamentos... — tathianacores @ 14:35
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imagination

Quem conta um conto, respira um ponto

Regina Machado

A arte de contar histórias é uma paisagem com rios, colinas, vales e tesouros embaixo de árvores. Quero falar de um aspecto dessa paisagem que tem a ver com o que acontece muitas vezes quando converso com professores. Alguém me diz: – “Não sei contar histórias, por causa da minha timidez”. Ou: – “É só abrir um livro e ir contando”. Penso que essas falas não têm sentido. Qualquer pessoa pode descobrir um jeito de narrar, vivo e verdadeiro, se passear pela paisagem de uma história. As crianças perguntam ou fazem comentários? É seu modo de participar, não são interrupções. Faz parte da arte da narração saber acolher sua fala “sem perder o fio da meada”. Esse fio é a respiração do conto que nos guia até o fim. E como terminar? Existem muitos finais na tradição popular, é só procurar nos livros dos folcloristas brasileiros. “O que era de vidro quebrou-se, o que era de papel molhou-se, entrou por uma porta, saiu pela outra, o rei meu senhor que lhe conte outra”. E outros que podemos inventar, com estribilhos, um livro que se fecha lentamente, uma pergunta no ar, uma dança que fazemos juntos. É como se guardássemos aquele momento precioso de um modo especial, recolhendo as palavras que acabamos de pronunciar. Para que as crianças saibam que de novo podemos abri-lo, curiosos: que paisagem vamos visitar na próxima história? Assim cultivamos o maior de todos os segredos, um tesouro escondido nas profundezas da paisagem dos contos: quando percorremos uma boa história, passeamos pelos tesouros da nossa paisagem interior. Então ouviremos, caminhando pela história adentro, a nossa verdadeira voz. Mais do que nunca, hoje em dia, precisamos de vozes verdadeiras, que entoem para nossas crianças a cadência universal dos contos tradicionais, sábio sonho de um mundo melhor.

Regina Machado é Professora Doutora da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo)

 

Cor 16 de outubro de 2010

O que é cor? De onde podemos retirar a cor na natureza? Existe a cor azul na natureza? Como uma cor fixa no papel? De onde os índios tiram as cores que pintam o corpo? Que cor combina com qual? Laranja combina com marrom? Vermelho é uma cor forte para colocar dentro de casa? Cor luz e cor pigmento? Cor tem sentimentos?

Cor na publicidade, cor na terapia, cor no ambiente, cor da pele…

 

Escrita corrida… 1 de julho de 2010

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 16:00
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“Eu nem sei como começar o texto, já esqueci o títulooooooo. Eu tô muito cansada, querendo dormir. Eita..

Eu espero que o curso, a professora está falando e eu dei risada… E ela continua falando. Eu ouço umas conversas lá fora. Elas não param de falar.

Eu espero do curso dinâmicas legais, oooooooooooooooooooo NG. ooooooooooo, coisas que possam ajudar a colocar nossa imaginação erooooooookjdbfieurt. Ai, meu Deus, não sei como dizer o resto da frase. A professora saiu da sala de aula uuuuuu. Ela voltou e eu coçei o nariz. Eu tô sem assunto. Nem sei como está o texto….. Acabou de novo o assunto. Bocejei, tô com sono. Estou pensando na hora da saída, chegar logo em casa e descansar. Calma ai que eu vou tentar escrever o que a professora pediu, mas não sei como nerhfbrkvbwhjregfryfbkn. ai, caramba orfkebvhrbieruuwr4975jks Bocejei de novo. Borboletinha, tá na cozinha…. Ai …..

Espero que tenha aulas legais, com dinâmicas que possam fortalecer a nossa imaginação e que possa saber lidar com ela, como podemos usá-la no dia-a-dia e na vida profissional. A professora falou um minuto e a orelha está coçando. Meu braço tá doendo, ai caramba! Bocejei de novo. Tô.”   A.J.S, 16 anos

 

Educar pela história 5 de junho de 2010

Você já tentou mudar o mundo com gritos e ninguém te ouviu? Isso te deixou nervoso(a) e inquieto(a), trazendo uma sensação de impotência?

Através da educação acredito que posso mudar meu mundo. Sei que não é um trabalho fácil! Mas para ser um educador tem que acreditar no que faz e gostar do que faz. Me espelho em muitos educadores e um deles é o Roberto Carlos Ramos. Assisti ao filme “O contador de histórias” e me vi na luta do dia-a-dia de um educador diferente; com outras armas para mudar a educação do país.

Vamos que vamos, educadores do Brasil!!!

Para conhecer o site do filme CLICK AQUI

 

Registro 14 de agosto de 2009

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 17:23
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Guardar

Antônio Cicero

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.

Em cofre não se guarda coisa alguma.

Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por

admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por

ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,

isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro

Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,

por isso se declara e declama um poema:

Para guardá-lo:

Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:

Guarde o que quer que guarda um poema:

Por isso o lance do poema:

Por guardar-se o que se quer guardar.

A importância de registrar o processo tanto pelos professores, quanto pelos alunos é enorme. Com o registro dos nossos trabalhos temos a possibilidade de guardar momentos e iluminá-los em nossa vida para que possamos, ao mesmo tempo, ou tempo depois, sermos iluminados por esses.

Há inúmeras formas de registro, não somente no papel. Aqui está uma ideia que desenvolvi com alunos do quarto e quinto ano da rede pública de São Paulo.
Todo último dia de cada mês era reservado para o “revisitando” : momento em que retomávamos e refletíamos sobre o trabalhado no mês. Em uma das turmas, nesses dias, registramos todo nosso processo nos retalhos de tecido e, ao final do semestre, montamos nosso tapete:

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