Tathiana Pedroso's Blog

pensamentos, educação e arte

cores 12 de setembro de 2011

O que são cores primárias? Na escola, ainda no pré,

aprendi que eram: amarelo, azul e vermelho.

Durante a minha vida toda segui com essa ideia.

Na primeira aula de desenho na faculdade o tema

era cores primárias. E para meu espanto me deparo

com a cor magenta! Magenta? Cade o vermelho?

Magenta é um vermelho? Me senti enganada por toda minha vida.

Como uma professora fala pra alguém uma informação errônea?

Será culpa dos fabricantes de potes de tintas escolares que

não fazem o magenta, só o vermelho puro?

Coloquei no google e vi que muitos sites colocam as cores

primárias como aprendi. Procurando um pouco mais encontrei

um blog que enfoca a mesma questão e defende as cores primárias

como sendo o azul cian, amarelo limão e o vermelho magenta

(em determidada marca de tinta).

(http://artesarantes.com.br/dicas.php?id=100106044202&num=2)

Compartilho da vontade de especificarem qual vermelho, azul e amarelo

que são as cores primárias. Pode ser que no pré a criança não tenha a

bagagem para entender que as cores tem nome e sobrenome.

Mas no passar dos anos escolares, com mais maturidade, é necessário a realidade!

Sempre quando trabalho com cores primárias e secundárias com

meus alunos me espanto. 90% não sabem nem do vermelho, amarelo e azul

e os outros que sabem nunca ouviram falar no magenta (como eu um dia)!

Acredito como educadora que é necessário falar,

expor e ver as questões borbulhando nas cabecinhas de cada um.

Como um dia borbulhou em mim! Como é bom dar aula!

Uma vez a minha terapeuta me disse que me descobri no mundo

através das artes e é daí que vem a minha paixão por compartilhar essa sensação…

DELÍCIA!!!

 

 

Era uma vez… 19 de dezembro de 2010

Era uma vez um corpo de 15, 17 anos. Com muitas marcas; nas pernas,nos braços, na barriga. Cada marca uma história. História de bicicleta, de cinta, de pipa, de gravidez, de travessuras…Algumas mais recentes, outras de um tempo que o corpo não se lembrava mais. O corpo ficou preocupado por não lembrar de tudo! Como eu posso esquecer de uma marca em mim? De tanta preocupação foi procurar um especialista em memórias do corpo. Fez um trabalho intenso! Completo. Conseguiu deitar e relaxar. Parou de pensar na correria do dia que lhe cansava as pernas, a mente e o estômago. Descansou tanto que pegou no sono! Um sono tranquilo de um bom aventureiro… Foi quando as lembranças voltaram. Cada instante, cor, cheiro, som. Ao acordar, não queria mais esquecer das suas marcas. Pegou um papel e desenhou cada parte de si que continha uma história. Preencheu com cor para lembrar de tudo. Tudinho. Nos mínimos detalhes…

 

autorretrato 1 de julho de 2010

Filed under: Arte educação — tathianacores @ 17:38
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AUTORRETRATO FEITO POR UM ALUNO MEU DO CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA A EMPREGABILIDADE, ABM&F. 2010

 

Tribo Omo 14 de agosto de 2009

Filed under: Pensamentos... — tathianacores @ 17:31
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Cores no corpo para identificar uma identidade, uma cultura, valores. Podemos achar “coisa de outro mundo”, mas é o nosso! Para eles essa forma é a beleza. E para a nossa cultura?

tribo omo

tribo omo

“As tribos do Omo.

Aos confins da Etiópia, a séculos da modernidade, Hans Sylvester fotografou durante seis anos tribos onde homens, mulheres, crianças, velhos, são gênios de uma arte ancestral.

A seus pés, o rio do Omo, à cavalo sobre um triângulo Etiópia-Sudão-Quênia, o grande vale do Rift que se separa lentamente da África, uma região vulcânica que fornece uma imensa palheta de pigmentos, ocre vermelho, caulim branco, verde revestido, amarelo luminoso ou cinza das cinzas.

Eles têm o gênio da pintura, e o seus corpos de dois metros de altura é uma imensa tela. A força de sua arte está em três palavras: os dedos, a velocidade e a liberdade.

Desenham com as mãos abertas, com a extremidade das unhas, às vezes com um pedaço de madeira, um colmo, um caule esmagado. Gestos vivos, rápidos, espontâneos, além da infância, este movimento essencial que procuram os grandes mestres contemporâneos quando aprenderam muito e tentam esquecer tudo.

Apenas o desejo de se decorar, de seduzir, de ser bonito, um jogo e um prazer permanente. É suficinte para eles mergulharem os dedos na argila e, em dois minutos, sobre o peito, os seios, o pubis, as pernas, nasce nada menos que um Miro, um Picasso, um Pollock, um Tàpies, um Klee…” (tradução do francês – Sônia Skroski)

Quer mais ver mais? Clik aqui Nesse site você pode baixar todas as fotos. Uma mais linda que a outra!