Tathiana Pedroso's Blog

pensamentos, educação e arte

diários… 24 de setembro de 2011

      Nesses últimos três anos redescobri a importância de ter um diário.

    Diário é seu maior expositor dos pensamentos. Somente por registrar uma palavra, um desenho, ou rabisco, me parece que o inconsciênte torna-se consciênte! Trazer para a consciência questões que estão lá no quentinho, só esquentando seu corpo, é essencial para o caminho da vida! Sem contar que o diário é seu melhor amigo. Sabe de tudo! Timtim por timtim dos seus segredos, vontades e inquietações… Mesmo com o perigo de alguém pegar, ler e desvendar tudinho, não tem problema! Criamos códigos, línguas que só nós entendemos, não é mesmo?

     No primeiro post desse blog escrevi o poema Guardar de Antônio Cícero para ilustrar a função desse blog. Hoje vejo que sua função se concretizou! Guardo meus pensamentos e trabalhos com meus alunos e minhas histórias contadas e inventadas pelo mundo. Sua função é guardar os registros de uma história de amor e paixão pelo que faço e me lembrar desse amor avassalador…Isso é bom!!!

    Achei um vídeo do poema com a voz do autor. Agora vou ilustrar o que ilustrou! Também ouvir um poema com a voz do autor traz mais força para as palavras! 

     Em um dos cursos que eu ministro proponho um diário de bordo para os alunos. Um diário artístico! Apresentei todos os meus (o primeiro foi aos 12 anos) e também o diário de Frida Khalo. Li alguns acontecimentos da minha vida e conversamos muito sobre a importância do registro. Depois fizemos a capa com a nossa cara. A capa mais bonita de todas! Essa é a dica: escolher um caderno ou fazer uma capa para ele que nos apaixonaremos! Vai dar uma vontade danada de escrever nele toda vez, pode ter certeza!

     Alguns alunos me perguntaram se um diário tem que ser escrito todos os dias? Depende! Apesar do nome dizer que a escrita é diária, você pode estipular um dia da semana para ou até mesmo escrever quando precisar! Como o meu tempo é curto eu escrevo quando preciso! Quando o tempo era maior pra mim (estava na escola ainda) eu escrevia todos os dias. Eu tinha uma agenda da Pakalolo (uma marca em alta na época) que eu escrevia tudo o que tinha acontecido no dia e colava papel de bala que eu ganhava, bilhetinhos de amigos… Uma delícia! Encontem o seu tempo para a escrita e se divirta-se…

 

Educar para o aprender… 27 de março de 2011

Filed under: Arte educação,Pensamentos... — tathianacores @ 21:20
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Pigmentos naturais 16 de outubro de 2010

Sempre quis trabalhar com pigmentos naturais no papel. Trabalho com uma turma de um curso profissionalizante e me vi instigada a produzir tintas com eles. Como são de construção civil, trabalhamos com tinta de terra e tintas retiradas de temperos para comida.

Trabalhei com sonhos… Conversamos muito sobre sonhos inviáveis ou assustadores. Alguns colocaram sonhos que sonham de olhos abertos, outros sonhos de aventureiros. O mais registrado foi o sonho que amedronta e que está bem perto deles: a violência na periferia!

 

 

As coisas 14 de agosto de 2009

as coisas

As  coisas  têm  peso,

massa,

volume,

tamanho,

tempo,

forma,

cor,

posição,

textura,

duração,

densidade,

cheiro,

valor,

consistência,

profundidade,

contorno,

temperatura,

função,

aprência,

preço,

destino,

idade,

sentido.

As coisas não têm paz.

(Arnaldo Antunes in “as coisas” Ed. Iluminuras 1993)

As coisas não têm paz, estão em constante movimentação pelo mundo interno e externo. Temos o direito de conhecer, ver e sentir. Sentir, ver e conhecer nosso corpo, nossos pensamentos, nossas possibilidades, vontades,…

Conhecer-se pelo contorno, volume, idade, valor. Perceber nossa aparência, as características, marcas, linhas, cicatrizes.

Ver-se dentro de um grupo(sociedade)  e reconhecer seu valor, sua consistência, para que esse grupo consiga movimentar-se.

Ter consciência do seu cheiro, da sua densidade, dos seus gostos.

Então, usamos a arte como meio para mostrar ao mundo nossas  reflexões. E é através dela que a forma, a cor, a textura, a temperatura, o sentido estão presentes e abertos para o mundo.