Tathiana Pedroso's Blog

pensamentos, educação e arte

Era uma vez… 19 de dezembro de 2010

Era uma vez um corpo de 15, 17 anos. Com muitas marcas; nas pernas,nos braços, na barriga. Cada marca uma história. História de bicicleta, de cinta, de pipa, de gravidez, de travessuras…Algumas mais recentes, outras de um tempo que o corpo não se lembrava mais. O corpo ficou preocupado por não lembrar de tudo! Como eu posso esquecer de uma marca em mim? De tanta preocupação foi procurar um especialista em memórias do corpo. Fez um trabalho intenso! Completo. Conseguiu deitar e relaxar. Parou de pensar na correria do dia que lhe cansava as pernas, a mente e o estômago. Descansou tanto que pegou no sono! Um sono tranquilo de um bom aventureiro… Foi quando as lembranças voltaram. Cada instante, cor, cheiro, som. Ao acordar, não queria mais esquecer das suas marcas. Pegou um papel e desenhou cada parte de si que continha uma história. Preencheu com cor para lembrar de tudo. Tudinho. Nos mínimos detalhes…

 

Pigmentos naturais 16 de outubro de 2010

Sempre quis trabalhar com pigmentos naturais no papel. Trabalho com uma turma de um curso profissionalizante e me vi instigada a produzir tintas com eles. Como são de construção civil, trabalhamos com tinta de terra e tintas retiradas de temperos para comida.

Trabalhei com sonhos… Conversamos muito sobre sonhos inviáveis ou assustadores. Alguns colocaram sonhos que sonham de olhos abertos, outros sonhos de aventureiros. O mais registrado foi o sonho que amedronta e que está bem perto deles: a violência na periferia!

 

 

autorretrato 1 de julho de 2010

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AUTORRETRATO FEITO POR UM ALUNO MEU DO CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA A EMPREGABILIDADE, ABM&F. 2010

 

Autorretrato 26 de agosto de 2009

Autorretratar-se com um desenho, com palavras, com vídeo, com o corpo.

Quem sou eu?

Olhar-se é difícil. Entrar em contato com os seus verdadeiros traços, pensamentos, formatos, requer força e disponibilidade para enfrentar-se.

Olhar-se, realmente, no espelho é ter a coragem de ir ao desencontro dos padrões de beleza impostos por nossa cultura. Somente assim podemos nos reconhecer e valorizar a nossa beleza.

Aqui compartilho uma linda experiência de uma aluna que realizou dois autorretratos. Começar com as descobertas pessoais sobre suas características foi importante para identificar descontentamentos com o próprio corpo. Propus uma observação longa das características do rosto, percebendo os traços, marcas, cores e distâncias. Após uma longa investigação, desenhamos nossos traços no papel. Será que ficou com nossas características?

Passamos para a próxima etapa: lembrar das nossas características e reproduzí-las novamente, agora, cegos! (de olhos vendados)

“No auto-retrato cego eu senti que estava fazendo uma

imagem que não tinha nada a ver comigo, mas depois

eu vi e entendi que com os olhos fechados nos

desenhamos realmente e com os olhos abertos

como gostaríamos de ser!”

L.S

auto-retrato-laura

autorretrato

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autorretrato cego